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Quanto custa um advogado criminalista? Como os honorários são definidos

Quanto custa um advogado criminalista? Como os honorários são definidos, os fatores que pesam, as formas de cobrança, os sinais de alerta e o acesso à Defensoria Pública.

É uma das perguntas mais naturais — e mais difíceis de responder de forma honesta — de quem precisa de um advogado criminal: quanto custa? A resposta sincera é: depende, e não por evasão, mas porque o valor de um trabalho jurídico varia enormemente conforme o caso. Este texto explica como os honorários advocatícios são definidos, quais fatores fazem um caso custar mais ou menos, e por que desconfiar tanto do "muito barato" quanto do "preço fechado sem analisar o caso". O objetivo não é dar um número — nenhum advogado sério dá um número sem conhecer a situação —, mas ajudar você a entender a lógica por trás dos valores, para contratar com clareza.

Por que não existe "tabela de preço"

Advocacia não é serviço padronizado. Dois casos que parecem iguais ("fui acusado de furto") podem exigir trabalhos completamente diferentes — um se resolve com um acordo em uma audiência, o outro exige meses de instrução, perícias e recursos. Por isso, os honorários são definidos caso a caso, e a Ordem dos Advogados (OAB) inclusive regulamenta a forma como isso é feito, com regras de ética que proíbem, por exemplo, a captação de clientes por preço e a mercantilização da profissão. Um advogado que anuncia "causa criminal a partir de R$ X" está, na melhor das hipóteses, simplificando demais — e, na pior, desrespeitando as regras da profissão.

O que existe é uma lógica de formação dos honorários, que qualquer profissional sério explica com transparência na primeira conversa.

Quanto Custa um Criminalista — advocacia criminal em Curitiba
Petições e prazos: o processo se decide no papel — e no detalhe.

Os fatores que definem o valor

Os honorários consideram, em geral:

  • A complexidade do caso — um flagrante simples com possível acordo é diferente de um processo com múltiplos réus, provas periciais e recursos aos tribunais superiores;
  • A fase do processo — atuar desde a investigação, na instrução, em recurso ou na execução envolve trabalhos e tempos distintos;
  • O tempo e o trabalho envolvidos — a dedicação que o caso exige, as audiências, as peças, as diligências;
  • A urgência — um plantão de flagrante na madrugada, um habeas corpus urgente, têm natureza diferente do acompanhamento planejado;
  • A responsabilidade e o que está em jogo — a gravidade da acusação e as consequências para o cliente;
  • A experiência e a especialização do profissional;
  • O local e as particularidades da atuação.

Nenhum desses fatores se avalia sem conhecer o caso — por isso a definição séria dos honorários vem depois de uma análise, não antes.

As formas de cobrança

Os honorários podem ser estruturados de diferentes maneiras, combinadas conforme o caso:

  • Por fase ou por ato — um valor para a atuação na fase de investigação, outro para a defesa no processo, outro para o recurso;
  • Por acompanhamento integral — um valor para conduzir o caso do início ao fim;
  • Honorários de êxito — uma parte vinculada ao resultado, em certas configurações permitidas;
  • Parcelamento — muitos profissionais trabalham com pagamento parcelado, tornando o acesso viável.

O que deve estar sempre presente é a transparência: um contrato de honorários claro, que especifica o que está incluído, as fases cobertas e as condições. Desconfie de valores acertados "de boca", sem contrato.

Por que desconfiar dos extremos

Dois sinais de alerta, em direções opostas:

  • O "muito barato": honorários muito abaixo do razoável costumam significar atuação superficial, pouca dedicação, ou o profissional que aceita casos demais para dar conta de cada um. Defesa criminal exige tempo e atenção — e isso tem um custo real. O barato, aqui, frequentemente sai caro em liberdade;
  • A "promessa de resultado": ninguém pode garantir a absolvição, o arquivamento ou a soltura — o direito não funciona assim, e prometer resultado é vedado pela ética profissional. O advogado sério explica os caminhos e as chances reais, não vende certezas. Fuja de quem "garante" ganhar o caso.

Entre os dois extremos está o profissional que analisa o caso, explica a estratégia, apresenta honorários compatíveis com o trabalho e formaliza tudo em contrato.

E quem não pode pagar?

Um ponto essencial: ninguém fica sem defesa por não poder pagar advogado particular. A Defensoria Pública presta assistência jurídica gratuita e de qualidade a quem não tem condições financeiras — é um direito constitucional. E, em processos criminais, a presença de defesa é obrigatória: se o acusado não constitui advogado, o Estado nomeia um defensor. O acesso à justiça criminal não depende de dinheiro — depende de saber que esse direito existe e como acessá-lo.

Como conversar sobre honorários na primeira consulta

Uma orientação prática para contratar com clareza:

  • Leve as informações do caso — a acusação, os documentos, a fase em que está;
  • Pergunte o que está incluído — quais fases, quais atos, o que acontece se houver recurso;
  • Peça o contrato por escrito — com valores, condições e o escopo do trabalho;
  • Esclareça as formas de pagamento — parcelamento, prazos;
  • Desconfie de pressa e de promessas — a decisão de contratar não deve ser tomada no desespero, e nenhum resultado pode ser garantido.

Contratar um advogado criminal é uma decisão importante, tomada muitas vezes num momento difícil. Entender como os honorários funcionam ajuda a fazer essa escolha com clareza — valorizando o trabalho sério, evitando as armadilhas e sabendo que, em qualquer situação, o direito à defesa está garantido.

A resposta genérica termina aqui

Para entender os caminhos de um caso concreto e as condições de atuação, o escritório atende em Curitiba e Região Metropolitana: (41) 99519-4564.

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Perguntas rápidas

Dúvidas sobre honorários

Quanto custa contratar um advogado criminalista?

+

Não há valor fixo — depende da complexidade, da fase, do trabalho e da urgência do caso. A definição séria dos honorários vem depois de uma análise, formalizada em contrato transparente. Desconfie de quem dá um número sem conhecer a situação.

É normal um advogado não dizer o preço pelo telefone?

+

Sim — sem conhecer o caso, qualquer valor seria chute. O profissional sério analisa a situação primeiro e então apresenta honorários compatíveis com o trabalho, por escrito. Preço "fechado" sem análise é sinal de alerta.

Advogado pode garantir que vou ganhar o caso?

+

Não — prometer resultado é vedado pela ética profissional, e o direito não permite garantias. O advogado sério explica os caminhos e as chances reais, não vende certezas. Fuja de quem "garante" a absolvição ou a soltura.

E se eu não tiver como pagar?

+

Ninguém fica sem defesa: a Defensoria Pública é gratuita para quem não pode pagar, e a defesa no processo criminal é obrigatória — se o acusado não constitui advogado, o Estado nomeia um. O acesso à justiça criminal não depende de dinheiro.

Posso parcelar os honorários?

+

Muitos profissionais trabalham com pagamento parcelado, tornando o acesso viável. As condições devem constar do contrato de honorários, com clareza sobre valores, prazos e o que está incluído.

Z

Artigo revisado por Dr. Vinicius Ribeiro Zimmermann, OAB/PR nº 118.934 · Publicado em julho/2026.
Conteúdo informativo e educacional, elaborado com base na legislação e na jurisprudência vigentes. Não substitui a análise do caso concreto por advogado(a).

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