Como calcular a remição de pena: 3 dias de trabalho = 1 dia; 12 horas de estudo = 1 dia; leitura; o bônus de 1/3 e a perda por falta grave, com exemplo prático.
Trabalhar, estudar e ler, dentro da prisão, reduzem a pena — e essa redução se chama remição. É um dos direitos mais concretos da execução penal, e um dos que mais geram erro de cálculo (e, portanto, tempo de liberdade perdido). Esta página explica, passo a passo, como se calcula a remição pelo trabalho, pelo estudo e pela leitura, para que você entenda quanto de pena cada atividade abate e possa conferir se os dias foram corretamente lançados. Ao final, um exemplo aplica o método.
Se você quer entender o direito à remição no contexto dos direitos do preso, o guia de direitos do preso trata do tema. Se procura como fazer a conta, você está na página certa. E o cálculo oficial, com os atestados de frequência e trabalho, depende da análise por um advogado na execução — esta página ensina o método.
A remição (art. 126 da LEP) abate dias de pena conforme a atividade. Cada forma tem sua fórmula:
Um ponto importante que multiplica o benefício: trabalho e estudo podem ser cumulados — o condenado que trabalha e estuda soma as duas remições, desde que as horas sejam compatíveis (o dia tenha horas suficientes para ambas as atividades). A leitura, igualmente, soma-se às demais. Calcular a remição total, portanto, é somar os abatimentos de cada frente.
Suponha um condenado que, ao longo de um ano, trabalhou 270 dias e frequentou 240 horas de aula, concluindo o ensino fundamental:
Os valores são ilustrativos do método — no caso real, os dias e horas efetivos vêm dos atestados de trabalho e frequência, e os parâmetros da leitura seguem a regulamentação vigente.
Um alerta essencial: a falta grave pode fazer perder até 1/3 dos dias já remidos (art. 127 da LEP) — não toda a remição, mas até um terço, por decisão fundamentada do juiz. É um dos efeitos mais pesados da falta grave, e uma razão a mais para o acompanhamento cuidadoso da execução. A remição consolidada até a falta é reavaliada, e a defesa atua para limitar a perda ao mínimo (ou afastá-la, discutindo a própria falta).
A remição é, provavelmente, o cálculo mais sujeito a erro por omissão — e cada dia não lançado é um dia de liberdade perdido:
Por isso o acompanhamento da remição é uma das atuações mais produtivas — e mais concretas — da defesa na execução: cada dia remido corretamente é um dia a menos de pena e um marco de benefício antecipado. Para a família, conferir a remição é, muitas vezes, descobrir que a liberdade está mais perto do que o cálculo desatualizado indicava.
Estimativa educacional. A remição é declarada pelo juiz da execução; falta grave pode revogar até 1/3 dos dias remidos (art. 127 da LEP).
Quer conferir se a remição foi corretamente lançada num caso concreto? O escritório atende em Curitiba e Região Metropolitana: (41) 99519-4564.
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